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Copacabana

 

 

As paredes úmidas

não conseguiam abafar

o som dos fogos de artifício

de mais um reveillon

 

pelas persianas entreabertas

clarões coloridos chegavam

até a o seu quarto escuro

iluminando tudo ao redor

 

pela primeira vez em anos

não estava lá na multidão.

festas de anos anteriores

recordou em segundos

 

sua inquietação era inútil

a cabeça afundada no travesseiro

não conseguia se levantar

daquela cama de hospital



Escrito por Ele mesmo às 21h07
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Recheio

 

Tinha feito uma promessa

daquelas simples,

mas que costumam

custar à própria dignidade

 

tinha ganhado um chocolate.

um momento decisivo

do seu mais recente regime

em prova: a sua força-de-vontade

 

dezenas de dietas já tinham

ido para o brejo por muito menos

a gordura estava se multiplicando

sua vida estava insuportável

 

“recheio de avelã”

era o que dizia a embalagem azul

abriu com violência. Comeu.

sentiu-se finalmente em paz



Escrito por Ele mesmo às 12h29
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Fôlego

 

 

Parecia estar acordando

de um sonho estranho

foi com a mão a testa

seus dedos entraram no corte

 

o tapete parecia estar vivo

ele, fincado em total escuridão

mas conseguia ver uma luz

no andar de cima

 

demorou ainda alguns segundos

para lembrar dos acontecimentos

os passos desciam as escadas,

degrau a degrau lhe traziam pavor

 

lembra-se que sentiu em suas costas

uma mão quente que o lançou

a mesma que agora

não o deixa respirar



Escrito por Ele mesmo às 20h05
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